Hoje, 27 de janeiro, assinala-se o 80º aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz, um dos mometos mais sombrios da história contemporânea.
Auschwitz, na Polónia ocupada pelos nazis, foi o maior e mais infame campo de extermínio durante a Segunda Guerra Mundial. Criado em 1940 inicialmente como campo de prisioneiros de guerra, transformou-se rapidamente num complexo de campos onde se praticaram atrocidades inimagináveis. Até à sua libertação, estima-se que mais de 1,1 milhão de pessoas tenham sido mortas, a maioria das quais eram judeus, mas também ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos, polacos não-judeus, e outros.
A libertação de Auschwitz ocorreu a 27 de janeiro de 1945, pelas forças do Exército Vermelho da União Soviética. Quando os soldados soviéticos chegaram, encontraram cerca de 7.000 sobreviventes, exaustos e famintos, juntamente com evidências horríveis de câmaras de gás e crematórios que haviam sido parcialmente desmantelados na tentativa dos nazis de ocultar as suas ações.
A libertação de Auschwitz revelou ao mundo a extensão do Holocausto e da “Solução Final”, a política nazi de genocídio sistemático. Este dia tornou-se um símbolo do terror do regime nazi e da necessidade de lembrar e aprender com o passado. A data da libertação, 27 de janeiro, foi posteriormente designada como o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, sublinhando a importância de recordar as vítimas e de educar as gerações futuras sobre os perigos do ódio e da intolerância.
Oitenta anos após a sua libertação, Auschwitz continua a ser um alerta sombrio da capacidade humana para o mal, mas também serve como um símbolo de resistência e da possibilidade de renascimento após a tragédia. A memória de Auschwitz desafia-nos a enfrentar o preconceito e a defender a dignidade humana em todos os contextos. A história de Auschwitz não é apenas uma lição do passado, mas um aviso contínuo para o futuro.


