Óscares 2025: “Anora” e “Ainda Estou Aqui” dominam numa noite de consagrações.

A 97ª cerimónia dos Óscares, que decorreu este domingo, foi um palco de diversidade e talento, com “Anora” a emergir como o grande vencedor da noite, arrecadando cinco estatuetas, incluindo Melhor Filme. Paralelamente, o filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, ganhou o prémio de Melhor Filme Internacional, consolidando o reconhecimento global do cinema brasileiro.

O evento teve início com a entrega do Óscar de Melhor Ator Secundário a Kieran Culkin pelo seu desempenho em “A Verdadeira Dor”. Seguidamente, o filme “Flow”, da Letónia, surpreendeu ao ganhar o prémio de Melhor Longa-metragem de Animação, superando gigantes como “Divertida Mente 2” e “Robot Selvagem”.

O destaque na categoria de Melhor Curta-metragem de Animação foi para “In the Shadow of the Cypress”, uma produção iraniana que, apesar das barreiras linguísticas evidenciadas pelos seus realizadores, Hossein Molayemi e Shirin Sohani, durante o discurso de aceitação, conseguiu um lugar de honra entre os premiados.

Num momento histórico, Paul Tazewell foi ovacionado ao vencer o prémio de Melhor Figurino por “Wicked”, tornando-se o primeiro homem negro a alcançar esta distinção. Tazewell utilizou o seu tempo no palco para destacar a importância da representatividade e da diversidade na indústria cinematográfica.

Entre os actores, Zoë Saldaña foi premiada como Melhor Atriz Secundária pelo seu papel em “Emilia Pérez”, onde destacou as suas raízes dominicanas e a importância da herança cultural. Adrien Brody, por sua vez, foi distinguido como Melhor Ator em “O Brutalista”, adicionando mais um Óscar à sua carreira após o reconhecimento em 2003 com “O Pianista”.

A noite continuou a ser uma celebração da excelência cinematográfica com “Anora” a dominar também nas categorias de Melhor Direção, Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem, provando ser um fenómeno transversal nesta edição dos Óscares.

Os prémios distribuídos reflectiram não apenas a qualidade excepcional dos filmes concorrentes, mas também a diversidade do talento global presente na indústria hoje. Com estes resultados, os Óscares de 2025 ficarão na história como uma celebração de inovação, arte e inclusão cultural.

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