Partiu Ângela Ribeiro, uma figura incontornável do teatro português

Ontem despedimo-nos de Ângela Ribeiro, uma das mais brilhantes estrelas do teatro português, que nos deixou aos 85 anos. Residente na Casa do Artista em Lisboa, Ângela deixa um legado imenso que perdurará na memória cultural do país.

Nascida em 1940, Ângela começou a sua jornada no mundo das artes aos 17 anos, ingressando no Conservatório Nacional. A sua estreia nos palcos aconteceu na década de 60, no emblemático Parque Mayer, marcando o início de uma carreira fulgurante e diversificada.

Ao longo dos anos, Ângela Ribeiro trabalhou com várias companhias de renome, como o Teatro d’Arte de Lisboa, Grupo Gente Nova em Férias, Teatro Moderno de Lisboa, Teatro Villaret, Empresa Vasco Morgado, Bonecreiros, Companhia Rafael de Oliveira, Casa da Comédia, e o Grupo de Teatro Hoje. A sua presença era uma garantia de qualidade e profundidade, enriquecendo cada produção com a sua experiência e talento únicos.

Entre os espetáculos mais notáveis em que participou, destacam-se clássicos como “Os Fantasmas” no Teatro da Trindade em 1961, “A Menina do Chapelinho Encarnado” e “As Aventuras do Pinoca e do Zezé” no Teatro Capitólio em 1963, “O Render dos Heróis” no Teatro Moderno de Lisboa em 1965, e muitos outros que encantaram públicos de várias gerações.

O seu talento também brilhou no cinema, com participações em filmes como “O Miúdo da Bica” e “Retalhos da Vida de Um Médico” em 1963, até mais recentes como “451 Forte” em 2001. Na televisão, Ângela foi uma presença constante, desde as primeiras produções teatrais na RTP até séries e telenovelas de sucesso em canais como TVI e SIC.

A sua contribuição para as artes em Portugal é imensurável, tanto no palco como na tela. Ângela Ribeiro não só dominou a arte da atuação como também inspirou gerações de atores e atrizes com a sua dedicação e paixão.

Hoje, ao lembrarmos Ângela, celebramos uma carreira extraordinária e um espírito livre que enriqueceu a cultura portuguesa. A sua luz continuará a brilhar no legado que nos deixa e nas memórias daqueles que tiveram o privilégio de a ver trabalhar.

Até sempre, Ângela, a sua arte e o seu coração permanecerão sempre conosco. 🤍

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